Segurança com o uso de plantas

A foto mostra como uma agência bancária, em uma grande avenida de São Paulo, evita a aproximação de pessoas junto ao imóvel.

 

Note que se trata de um maciço e bordadura de agaves (Agave angustifolia), planta originária das Antilhas e México, da família do aspargo e que possui pontas espinhosas rígidas com grande poder de perfuração.

 

Uma bordadura entre 1,5 a 2 m de agaves nas divisas dificulta a entrada de estranhos.

Porém, deve-se evitar o plantio próximo de áreas de circulação devido a possibilidade de ferimentos. Outro inconveniente é a difícil limpeza de ervas daninhas por meio de capina, devido ao perigo de ferimentos de trabalhadores.

Agave
 

A segurança de uma casa de campo inicia-se nas divisas e na porta de entrada onde deve-se pesquisar alternativas para evitar a invasão de estranhos.

Deve-se estudar cada situação e estabelecer estratégias para chácaras em condomínio ou fora de condomínio e os possíveis tipos de abordagens.

 

Um especialista em segurança pode ajudar a sistematizar fragilidades e possíveis soluções.

 

No caso de defesa de divisas pode-se utilizar algumas plantas que dificultam a transposição, tais como agaves, sansão do campo e cactos.

O sansão do campo (Mimosa caesalpiniifolia), árvore brasileira da família das Fabáceas, que plantada com espaçamento estreito também dificulta a transposição de pessoas, inclusive de animais de médio e de grande portes.

 

Essa árvore deve ser utilizada em locais que disponham de espaço, pois alcança até 9 m de altura e sua copa possui um diâmetro de até 3 m.

 
Sansão do campo

Ainda para lugares com espaço, pode-se utilizar a brasileira primavera (Bougainvillea spectabilis), que pela sua agressividade produz um emaranhado de espinhos.

 

Pode-se plantar na divisa diversas variedades com diferentes colorações de flores.

A poda da primavera sempre é um desafio, uma vez que seus compridos galhos lenhosos com espinhos rígidos e afiados frequentemente produzem ferimentos profundos.

Primavera
 

Os cactos também podem exercer a função de dificultar a aproximação de estranhos.

A Palma brava (Opuntia monacantha), originária da costa atlântica brasileira, possui muitos espinhos finos e rígidos que penetram profundamente na pele.

 

Chega a 2,5 m de altura e forma um arbusto de 1 m de raio. Planta rústica, tolerante ao frio moderado.

Outro cacto brasileiro, que deve ser utilizado em regiões de inverno ameno, é o Xique xique (Pilosocereus gounellei). Planta muito rústica e resistente a seca, alcança 2 m de altura.

Pode-se pensar também no Mandacaru (Cereus jamacaru) planta brasileira do semiárido.

 

Alcança até 6 m de altura de altura e se ramifica formando uma espécie de candelabro gigante.

 
Palma brava

Outra alternativa é a bananinha do mato ou gravatá (Bromelia antiacantha) uma bromélia espinhenta, nativa do Brasil, especialmente de cerrado, que chega a 0,9 m de altura e produz um fruto amarelo de 4 cm.

Ainda na família das bromeliáceas pode-se utilizar o abacaxi (Ananas comossus), originária do Brasil e, além de produzir frutos, suas folhas podem possuir espinhos na margem.

Para dificultar a transposição de estranhos nos limites da chácara recomenda-se utilizar diversas espécies vegetais juntas, entre as quais as acima citadas, de maneira a formar uma barreira de defesa diversificada.